- Fui no shopping comprar carne para a reunião da empresa no sábado.
Tem coerência? Não, afinal não faz o menor sentido, não é? Afinal, para que comprar carne no shopping para a reunião da empresa? No entanto, há coesão, mesmo sem coerência.
Coerência é quando o sentido da frase existe, ou seja, quando a frase faz sentido. Coesão é quando os termos da sentença estão conectados, completando um ao outro, não necessariamente fazendo sentido. Por isso o exemplo tem coesão e não coerência.
PS: é bem difícil existir coerência sem coesão, já que a primeira depende da segunda, e a segunda não depende da primeira.
Parágrafos muito longos e parágrafos muito pequenos são entediantes. SIM! Parágrafos pequenos são entediantes, e muito. Afinal, um parágrafo é a junção de ideias em sequência e que se completam, e se for muito pequeno, evidencia a falta de ideias, enfraquecendo a escrita.
"Ah, mas e se o parágrafo for só de uma frase?" Depende, qual frase é essa? É impactante, ou reforça todo um parágrafo em uma linha só? Se sim, então tudo bem. Se não, esqueça isso imediatamente.
Saiba como dividi-los, não use no mesmo parágrafo uma explicação do autor sobre como se sente e como está o tempo. Falta coesão, afinal, os elementos, as ideias, não estão se completando.
PS: peça ajuda a uma beta, ela saberá como lhe ajudar com esse e muitos outros tópicos.
A dúvida que não cala jamais quando começamos a escrever: primeira ou terceira pessoa?
A resposta é simples: com qual das duas maneiras você se dá melhor? É primeira, então faça em primeira pessoa. É em terceira? Então faça em terceira pessoa.
"Mas eu quero mostrar a visão dos dois, três, quatro, n, personagens, mas me dou bem em primeira pessoa." Arrisque-se! Escreva em terceira pessoa então. "Posso usar os POV's?" Eu diria que não. A menos que, a cada capítulo, seja o POV de um personagem. Se quiser mudá-lo dentro do mesmo capítulo, use narrador onipresente.
"Eu só sei escrever em terceira pessoa, mas gostaria de focar em um personagem só..." Primeira pessoa! Arrisque-se também. Acha que Dan Brown, J.K. Rowling, Suzanne Collins não se arriscaram? Ou que George R.R Martin sempre escreveu daquela maneira? Talvez sim, talvez não, mas arrisque-se. Se não ficar bom, paciência, comece de novo. Nem sempre o risco é bom na primeira tentativa.
PS: POV é a sigla para Point of View que, em inglês, significa Ponto de Vista.
A história é focada em quantos personagens? Um, dois, três, mais? Se for focada em dois, tudo bem, é fácil manter a linha, mas se for em três ou mais, cuidado! Tente equilibrar as histórias, não preferencie um determinado(s) personagem(ns) para não esquecer os outros.
Se sua história tem como foco principal a vida de seis amigos com vinte e poucos anos vivendo em Nova York, amadurecendo e conhecendo a vida adulta, não foque em dois ou três deles. Na sua sinopse diz que é a vida de seis e não de metade deles. Caso saiba que, ao desenvolver da trama, não conseguirá focar em todos, escolha principais e deixe o resto em segundo plano, como coadjuvantes.
Se na sua sinopse diz que é uma história que trata de gângster, mafiosos, o caralho a 4, não faça personagens fofos. Um gângster jamais, jamais, será fofo com você, então ele não será fofo com a personagem. Crie um enredo realista, com coisas que são realmente possíveis de acontecer no meio em que a história acontece.
Não faça um mafioso largar essa vida porque está apaixonado pela mocinha. Isso n-u-n-c-a irá acontecer no mundo real, então não crie esse tipo de coisa no fundo da fantasia. Mantenha a linha entre literatura e realidade tênue.
Caso vá escrever sobre alguma doença, síndrome, ou qualquer coisa assim, pesquise. Pesquise o máximo que puder sobre o assunto. Leia livros, revistas, artigos, veja vídeos, entrevistas, se possível, até converse com pessoas que possuem a doença sobre a qual você irá tratar. Jamais escreva sem saber de nada, alguém que realmente sabe pode ler e as coisas não vão ser legais.
PS: Tente ao máximo não fugir da ideia original. Não mude a personalidade dos personagens do dia para noite, não os transforme de água em vinho.
Está tudo junto, porque é um assunto delicado. Alguns escritores parecem temer a língua portuguesa, ou até odiá-la, matando-a em cada linha das histórias. GENTE! Não precisa disso tudo. Leia mais livros, não necessariamente sobre português (mas não deixe o dicionário de lado). Recorra ao seu(a) professor(a) de português quando alguma dúvida aparecer a respeito de uma palavra e seu significado ou sua escrita. Pode ter certeza que ele(a) vai ficar muito feliz em saber que você o(a) está procurando para aprender mais.
Antes de postar qualquer capítulo, revise- milhares de vezes se precisar. Mande para mais pessoas, quanto mais lerem, melhor; outros olhos verão seu texto e poderão encontrar erros que você mesmo não viu. Ainda depois disso, mande para uma beta. Ela é a pessoa mais aconselhada e, às vezes, mais indicada para lhe ajudar. Converse com ela, diga o que quer que mude/corrija/aponte como errado. Peça dicas e ajudas. Não tenha vergonha de não saber. Ninguém irá lhe julgar e a maioria das pessoas ficam imensamente felizes em ajudar alguém.
"Tamanho do que?" Tanto da história em si, como dos capítulos. Tudo bem que um capítulo de um livro tem mais de 5 mil palavras, mas ler isso em uma tela de computador/celular/tablet cansa, não é? Então saiba balancear isso. Se um capítulo requer um pouco mais de informação, aumente-o. Se não precisa, não encha linguiça e faça do tamanho que precisar.
Como dito, não encha linguiça. Nunca! É uma das piores coisas que existem; ler um capítulo que fala muito e não fala nada.
O tamanho ideal é de acordo com o tema tratado. Se for algo mais leve, voltado para o romance, fru-fru, coisas doces, entre mil e duas mil palavras é ótimo. Se for algo mais pesado, com um enredo 'dark', que envolva conflitos entre personagens, entre duas e três mil palavras. Estipule um valor máximo que, no meu caso, não deixo passar de 3k de palavras. Entretanto, isso é pessoal.
Sete tópicos está bom para o primeiro post, não é? Pretendo fazer mais, afinal, são várias coisas que ainda precisam ser ditas. Então, se quiserem uma "Parte 2", avisem!
Finalmente, lembrem-se que qualquer dúvida, sugestão, reclamação ou crítica a respeito do post, vocês têm total liberdade para falarem comigo.
Beijos e espero que vocês tenham sido ajudados!